Dois dias antes de fazer 16 anos, Kevin disparou contra sete colegas do liceu, um funcionário da cantina e uma professora. 15 setembro, 2007
And the Oscar goes to...
Dois dias antes de fazer 16 anos, Kevin disparou contra sete colegas do liceu, um funcionário da cantina e uma professora.
'Mal secreto’, de Zuenir Ventura, um livro escrito com as entranhas, revela meandros da inveja, o pecado ‘dos outros’, e do câncer.
Tornou-se uma das figuras de topo do movimento neonazi espanhol. Esteve um ano camuflado sobre a pele de um “skinhead”. Assim se resume a experiência que Antonio Salas, o pseudónimo sob o qual se esconde um conhecido jornalista de investigação, conta sem escrúpulos neste livro."Diário de Um Skin" é a confissão autêntica de quem conseguiu, pela primeira vez, infiltrar-se, sem levantar suspeitas, num grupo tão perigoso como este que não perdoa qualquer tipo de erro. Munido de uma câmara oculta e protegido por uma identidade falsa, construiu uma personagem suficientemente credível que lhe permitiu ganhar a confiança dos seus pares e viver durante algum tempo dentro da terrível realidade dos cabeças-rapadas.
O orgulho e os sentimentos de ódio dos ultra, os actos violentos em que participam, a sua implicação nas querelas futebolísticas e as suas alianças com grupos internacionais através da Internet são, entre outros, os temas através dos quais se desenvolve este relato.
Nina Frost é delegada adjunta do Ministério Público, acusa pedófilos e todo o tipo de criminosos que destroem famílias. Nina ajuda os seus clientes a ultrapassar o pesadelo, garantindo que um sistema criminal com várias falhas mantenha os criminosos atrás das grades. Ela sabe que a melhor maneira de avançar através deste campo de batalha, vezes sem conta, é ter compaixão, lutar afincadamente pela justiça e manter a distância emocional.Mas quando Nina e o marido descobrem que o seu filho de 5 anos foi vítima de abuso sexual, essa distância é impossível de manter e sente-se impotente perante um sistema legal ineficiente que conhece demasiado bem. De um dia para o outro o seu mundo desmorona-se e a linha que separa a vida pessoal da vida profissional desaparece. As respostas que Nina julgava ter já não são fáceis de encontrar. Tomada pela raiva e pela sede de vingança, lança-se num plano para fazer justiça pelas próprias mãos e que a pode levar a perder tudo aquilo por que sempre lutou.
De onde viemos e para onde vamos é uma questão que ninguém sabe ao certo responder. Mas o que fazemos com a vida durante nossa passagem pela Terra, Inês Pedrosa responde com primazia em "Fazes-me Falta".O livro perpassa por traições, interesses, escolhas, religiosidade, arrependimentos e acertos para, mais tarde, como se a narrativa caminhasse na roda da fortuna, recair no amor. Esse é o fato inusitado em "Fazes-me Falta": tudo tem como pano de fundo o amor, independente da máscara que vista, seja o amor-afeto, amor-amigo ou amor-erótico, num eterno rolar da pedra de Sísifo.
Na intimidade do diário é possível flutuar de um mundo ao outro, conhecer alguns segredos sobre a morte e, principalmente, tirar um grande aprendizado: o que fazer da vida quando uma parte de nós deixa de viver? “Quando morre alguém uma parte de nós é obrigada a morrer e renascer”.
05 setembro, 2007
Flying back home...
Todos os dias da minha vida estive contigo - como se todas as amizades anteriores fossem só o caminho para chegar a ti, como se todas as amizades posteriores fossem apenas a ausência de ti. Mais delicadas, mais ritmadas, mais claras - menos tu. Arrumei os amores, é a primeira regra da vida - saber arquivá-los, entendê-los, contá-los, esquecê-los. Mas ninguém nos diz como se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha. A amizade só se perde por traição - como a pátria.
Como é que, de um dia para o outro, a tua voz deixou de me procurar, e eu deixei que a minha vida dispensasse o espelho da tua?
Passávamos horas ao telefone. A repetir ao pormenor todas as novidades do dia. A especular sobre as causas ocultas de cada gesto ou palavra dos nossos amantes. A projectar obras grandiosas que nos elevariam ao Olimpo da inteligência. A anotar os pormenores maus das pessoas boas. A esfaquear metodicamente as pessoas más. A fazer de conta que éramos os melhores e os piores do mundo. A escutar em estereofonia a faixa mais bonita do mais recente disco de cada um. Por isso nunca fui capaz de perceber as distinções entre conversas de homem e conversas de mulher. Tu eras tão mulher como eu, eu era tão homem como tu - e cada um de nós tinha sexo, claro, tudo entre nós era sexo...
Fazes-me Falta, Inês Pedrosa
10 agosto, 2007
Fazes-me falta... mas espero por ti no lugar onde somos felizes...

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Soneto da Separação - Vinicius de Moraes
23 julho, 2007
Let go...

Um beijo apressado
E uma lágrima de amor.
Deixaste ficar a ilusão do regresso
Bem mais do que um gesto
Bem mais do que uma dor...
Deixaste ficar o meu sono agitado
E um sorriso cismado
Nesta dúvida maior.
E levaste contigo mais um pouco de nada
P'ra me deixares despojada
De um resto de amor...
Saíste de novo
E voltaste a falhar
E deixaste tão pouco
Que eu possa lembrar...
E eu vou esquecendo
Até te encontrar...
Até te perder...
Ou deixar de te amar...
20 julho, 2007
Fazes-me falta...

Até ao fim do fim

10 julho, 2007
04 junho, 2007
Bucólica

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas,
Pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
Miguel Torga
01 maio, 2007
Love Birds
28 abril, 2007
Era um mito...

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo -
O corpo morte de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou.
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
"Ulisses", in Mensagem, de Fernando Pessoa
09 abril, 2007
Promises like pie-crust

Promise me no promises.
So will I not promise you;
Keep we both our liberties,
Never false and never true:
Let us hold the die uncast,
Free to come as free to go:
For I cannot know your past,
And of mine what can you know?
You, so warm, may once have been
Warmer towards another one:
I, so cold, may once have seen
Sunlight, once have felt the sun:
Who shall show us if it was
Thus indeed in time of old?
Fades the image from the glass
And the fortune is not told.
If you promised, you might grieve
For lost liberty again:
If I promised, I believe
I should fret to break the chain.
Let us be the friends we were,
Nothing more but nothing less:
Many thrive on frugal fare
Who would perish of excess.
Christina Rosseti
16 março, 2007
20 fevereiro, 2007
O que eu desejo...

Por mais minúscula que seja,
18 fevereiro, 2007
Tempos Cruéis
O ex-comando Jim Davis (Christian Bale) não conseguiu recolocar a sua vida nos eixos desde que regressou da Guerra do Golfo.
Atormentado por pesadelos e incapaz de aceitar um trabalho encerrado entre quatro paredes, ele consome as suas poupanças à espera de uma oportunidade que tarda em aparecer.
Davis convence-se que se apenas tivesse um emprego tudo se resolveria e poderia casar-se com a sua dedicada namorada mexicana, Marta, trazê-la para os EUA e assentar de vez.
No entretanto, vai passando o tempo com o seu amigo Mike (Freddy Rodriguez), o qual se encontra também desempregado. Na procura por um emprego, acabam ambos à deriva pelas ruas de South Central, à procura de confusão.
Christian Bale no seu melhor... (ai este homem mata-me!)



