16 março, 2007

O último melhor presente... ser tia!

20 fevereiro, 2007

O que eu desejo...















Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que, se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você, sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que, sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E, quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

18 fevereiro, 2007

Tempos Cruéis


Do criador de «Dia de Treino», chega-nos um tenso e genuíno drama sobre o amadurecimento, com uma performance realista e intensa de Christian Bale: a história de dois grandes amigos que, apesar de todos os seus esforços e do apoio das mulheres que os amam, se vêem incapazes de escapar à lei das ruas.


O ex-comando Jim Davis (Christian Bale) não conseguiu recolocar a sua vida nos eixos desde que regressou da Guerra do Golfo.
Atormentado por pesadelos e incapaz de aceitar um trabalho encerrado entre quatro paredes, ele consome as suas poupanças à espera de uma oportunidade que tarda em aparecer.
Davis convence-se que se apenas tivesse um emprego tudo se resolveria e poderia casar-se com a sua dedicada namorada mexicana, Marta, trazê-la para os EUA e assentar de vez.
No entretanto, vai passando o tempo com o seu amigo Mike (Freddy Rodriguez), o qual se encontra também desempregado. Na procura por um emprego, acabam ambos à deriva pelas ruas de South Central, à procura de confusão.

Christian Bale no seu melhor... (ai este homem mata-me!)

03 fevereiro, 2007

"Se eu tiver uma criança, é como se dissesse: nasci, saboreei a vida e constatei que esta é tão boa que merece ser multiplicada."
Milan Kundera

Blood Diamond - muuuuito bom!!!


27 janeiro, 2007

Breaking and Entering


Do realizador galardoado pela Academia, Anthony Minghella (de «Cold Mountain» e «O Paciente Inglês»), «Assalto e Intromissão» conta a história de uma série de roubos criminais e emocionais filmada numa Londres em plena mudança cultural e geográfica.

23 janeiro, 2007

Maktub


Como é fácil ser difícil.
Basta ficar longe dos outros e, desta maneira, não vamos sofrer nunca. Não vamos correr os riscos do amor, das decepções, dos sonhos frustrados.
Como é fácil ser difícil.
Não precisamos de nos preocupar com telefonemas que precisam ser dados, com pessoas que pedem nossa ajuda, com a caridade que é necessário fazer.
Como é fácil ser difícil.
Basta fingir que estamos numa torre de marfim, que jamais derramamos uma lágrima. Basta passar o resto da nossa experiência representando um papel.
Como é fácil ser difícil.
Basta abrir mão do que existe de melhor na vida.


Paulo Coelho

02 janeiro, 2007

Amor desta tarde que arrefeceu
as mãos e os olhos que te dei.
Amor exacto, vivo, desenhado
a fogo, onde eu próprio me queimei...

Amor que me destrói e destruiu
a fria arquitectura desta tarde
- só a ti canto, que nem eu já sei
outra forma de ser e de encontrar-me.

20 dezembro, 2006

So this is Christmas...















So this is Christmas
And what have you done?
Another year over
And a new one just begun

And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young.

A very Merry Christmas
And a Happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The road is so long

And so Happy Christmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight.

A very Merry Christmas
And a Happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear...

16 dezembro, 2006

You act like you never had love

















And you want me to go without...

O Amor Não Tira Férias


Após muitos e variados problemas com o género masculino mesmo antes das férias, Amanda Woods (Diaz) e Iris Simpkins (Winslet) estão desesperadas por uma mudança de cenário!
Viajando em direcções opostas (Diaz para Londres, Winslet para Los Angeles), ambas dão consigo sozinhas em cidades que lhes são pouco ou nada familiares, mas nenhuma das duas se mantém estranha aos seus novos ambientes durante muito tempo...
Cameron Diaz e Kate Winslet juntam-se a um elenco recheado de estrelas que inclui Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Ed Burns e Rufus Sewell em “O Amor não Tira Férias”, o mais recente filme da escritora e realizadora Nancy Meyers sobre os estranhos caminhos do amor e do elevado preço que pagamos ao negligenciar o nosso coração.

14 dezembro, 2006


Somos madeira que apanhou chuva.
Agora não acendemos nem damos sombra.
Temos de secar à luz de um sol que ainda há.
E esse sol só pode nascer dentro de nós.

28 novembro, 2006

Felicidade

Com licença, vou falar de felicidade...
Pode ser nome de rua, de um poema, de uma canção,
De um sonho, de uma conquista, de uma pessoa.
Mas a felicidade é bem mais do que isso...
Felicidade de verdade rima com encontro,
Com amizades, com sonhos realizados,
Em nosso jeito de ser e de viver,
de amar e acreditar,
De lutar e carregar a cruz, no quotidiano da vida.
Não é ausência de problemas, é a sobriedade de quem pisa sobre a dor.
É a coragem de quem se sente maior do que o medo do fracasso.
É descobrir-se profundamente amado...
Quem descobre em si essa capacidade e essa imensa necessidade
Descobre o sentido da vida e o segredo da FELICIDADE.
(Autor desconhecido)

26 novembro, 2006

Somewhere over the rainbow...


Somewhere over the rainbow
Way up high
And the dreams that you dreamed of
Once in a lullaby
Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dreamed of
Dreams really do come true
Someday I'll wish upon a star
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney tops thats where you'll find me...
Somewhere over the rainbow bluebirds fly
And the dream that you dare to,why, oh why can't I?
Well I see trees of green and
Red roses too,
I'll watch them bloom for me and you
And I think to myself
What a wonderful world
Well I see skies of blue and I see clouds of white
And the brightness of day
I like the dark and I think to myself
What a wonderful world
The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people passing by
I see friends shaking hands
Saying, "How do you do?
"They're really saying, I...I love you
I hear babies cry and I watch them grow,
They'll learn much more
Than we'll knowAnd I think to myself
What a wonderful world (w)oohoorld
Someday I'll wish upon a star,
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top that's where you'll find me
Oh, Somewhere over the rainbow way up high
And the dream that you dare to, why, oh why can't I?
Israel Kamakawiwo

Estranhos

Depois de um violento tumulto num remoto armazém, um barril de gás tóxico rebenta e espalha-se no ambiente. O químico "Chlorobenzylide" mesmo em pequenas doses poderá enevoar temporariamente a memória de quem o inalar. Em grandes doses causa entorpecimento, inconsciência e perda de memória total.
Neste caso, os cinco homens quando acordam, vêem-se completamente sem memória. É claro, que algo de traumático lhes aconteceu: um encontra-se amarrado a um poste, outro tem a cara esmurrada, um outro está algemado a um cano, e os dois últimos estão visivelmente perturbados.
Nenhum deles se lembra quem é nem o porquê de estar ali fechado. Enquanto, a pouco e pouco, eles tentam reunir o puzzle do que terá acontecido nas últimas horas, os conflitos e desafios começam.
Como vais saber a quem confias, se não sabes sequer quem és?
Mas saber é poder, nesta situação de vida ou morte, e eles são forçados a descobrir quem é bom e quem é mau para se manterem vivos.
Um filme de "suspense" imparável, interpretado por extraordinários actores.

22 novembro, 2006

Uma carreira com êxito é uma coisa maravilhosa, mas não nos podemos enroscar nela à noite quando temos frio.

Marilyn Monroe

20 novembro, 2006


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

16 novembro, 2006

Não sabemos nada


Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma. :))

Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.

Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar.


Amalia Bautista

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Curiosidade:

AMANITA MUSCARIA, o famoso cogumelo encarnado e com pintas brancas dos contos infantis, quando ingerido induz espasmos musculares, tontura e vómitos e diarreia se muitos cogumelos forem comidos, advindo depois um profundo sono cheio de sonhos fantásticos, que pode persistir até 2 horas ou mais. Ao despertar, o indivíduo experimenta uma 'boa viagem" e urna sensação de elação que persiste por várias horas.
Cogumelos frescos contêm o ácido ibotêmico, que tem efeito sobre o sistema nervoso, sendo os cogumelos secos muito mais potentes. Isso ocorre porque o ácido ibotêmico, com a secagem, é degradado em mucinol, após descarboxilação, sendo 5 a 10 vezes mais psicoativo. Cogumelos secos são capazes de manter sua potência por 5 a 11 anos.
Poucas mortes foram, até hoje, relacionadas com esse tipo de envenenamento e 10 ou mais cogumelos podem constituir-se em uma dose fatal. Na maioria dos casos o melhor tratamento é o não-tratamento, pois a recuperação é espontânea e completada em 24 horas. Dizem os relatos que pessoas sob os efeitos dos princípios activos do cogumelo escarlate mosqueado tornam-se hiperactivos, fazendo movimentos compulsivos e descoordenados, falando sem parar e com a percepção de realidade totalmente alterada. Ocasionalmente, a experiência pode tornar-se altamente depressiva.
O nome específico - MUSCARIA - é relativo à menção feita por Albertus Magnus no século XIII de que o fungo esmagado em leite teria a capacidade de matar moscas domésticas. Em diferentes países do continente Europeu o método é ainda hoje utilizado, como acontece na Polónia e nas repúblicas Tcheco e Slovaquia. Nas áreas rurais da Roménia, o fungo é frequentemente colocado no batente das janelas das casas para evitar a entrada de moscas.
No capítulo "Fungos alucinógenos", do livro "O Grande Mundo dos Fungos" de LACAZ et al.(1970), Mingoia refere-se à obra "As Drogas e a Mente", de Robert S. de Rapp, publicada em 1967. Segundo este autor, os povos primitivos do Nordeste da Ásia, os Tungus, os Yakuts, os Chukechens, os Koryaks e os Kanchadales dão um uso peculiar a este cogumelo. Comem-no como intoxicante durante os intermináveis invernos, quando o sol mal se levanta no horizonte e a solidão torna-se total e depressiva em uma ameaça persistente e duradoura que parece não mais ter fim. Nessas condições, qualquer forma de inebriamento ou fuga pode ser considerada melhor do que nenhuma. Falam as crónicas sobre os Koryaks que os ricos dariam uma rena inteira ou até mesmo quatro por um único cogumelo seco, pois A. MUSCARIA apresenta a vantagem de que seu princípio ativo é excretado intacto pela urina, podendo ser reciclado e utilizado outra vez por homens e mulheres em banquetes orgíacos. À medida que a festa se desenrolava, depois da ingestão dos cogumelos, os participantes tornavam-se mais animados, gritavam, cantavam, agitavam-se, conversavam com seres, entes ou pessoas inexistentes, pulavam desenfreadamente, imaginando a existência de barreiras e estorvos tão altos que os obrigavam a transpô-los. Assim, a festa continuava com as pessoas transformadas por um estado de exacerbada emoção até que vinha o sono profundo do estupor e exaustão total.
De acordo com a tradição escandinava, os Vikings comiam o cogumelo mosqueado para guerrear frenética e incansavelmente. Embora popularmente seja visto como o mais venenoso cogumelo de "chapéu", A. MUSCARIA jamais causou a morte de pessoas saudáveis. Usualmente, de uma a três horas depois de sua ingestão, há um período de delírio e alucinações, por vezes acompanhado de certas perturbações gastrointestinais. Após algumas horas desse estado de excitação psíquica, advém um intenso estupor e o indivíduo acorda sem se lembrar de coisa alguma do que se passou.
A variação da opinião dos autores relativamente a este fungo deve-se, provavelmente, a que as substâncias intoxicantes, que se situam principalmente na camada superficial do píleo, variam consideravelmente em suas quantidades de acordo com a região e as condições nas quais os cogumelos se desenvolvem.

09 novembro, 2006

Metade de mim
















Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca,
pois metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
mesmo que distante,
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimento,
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada,
porque metade de mim é o que penso
e a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
Que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso
que me lembro ter dado na infância,
porque metade de mim é a lembrança do que fui
e a outra metade não sei...

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é a canção

E que a minha loucura seja perdoada,
porque metade de mim é amor
e a outra metade também...


Oswaldo Montenegro